Le 12 novembre 1999, notre histoire a commencé!

Aujourd’hui… … …(ok, ok…)…hoje, nós começamos tudo de novo por nós mesmos e por nossos filhos!

Há tempos gostaríamos de ter um espaço virtual para fazer uma das coisas que mais nos agrada nessa vida: ESCREVER! Sobre… … … …tudo! Como um passageiro que apresenta as paisagens e passagens a partir do seu ponto de vista… …aliás, nosso blog iria se chamar Les Passageurs. Por que não foi? Explicamos… …outra hora, em outro post! No momento, queremos falar sobre começar tudo de novo! Depois de 9 anos, começar tudo de novo!!!
E começamos com um até logo, à todos aqueles a quem amamos e certamente sentiremos muita falta, e um ADEUS à sociedade que nos sufoca pelo que acreditamos, pelo que gostaríamos de fazer, pela história que gostaríamos de construir! Papo de adolescente Rebelde sem causa? Podemos estar errados, mas não temos medo de errar!!!
“Se não pode vence-los, junte-se a eles!” NÓS NÃO CONSEGUIMOS (e não queremos!)! Não conseguimos ver um BEM MAIOR! Mas não temos intenção de sermos compreendidos (como sempre, aliás!).
…se podemos começar tudo de novo… …começaremos!!!
Esse primeiro post, terminamos com um poema escrito há quase 10 anos, a princípio em memória de um cidadão brasileiro chamado Galdino. No final foi um pouco além disso!
Esse pais é o moleque que brinca na terra
E faz da favela o seu doce reinado
É o país que bem cedo é tirado da escola
A troco de balas vendidas na estação
O jovem embriagado é o país afirmando
A sua condição de país do futuro
Comendo as meninas como se come um chiclete
Gerando o bastardo de uma metida no escuro
Esse país miserável habita a favela
Pega ônibus lotado e ainda cospe da janela
E ao chegar ao bar – que é sua morada
Toma uns goles de cachaça e fala de futebol
Esse país que espanca e empala seus filhos
Ofende a mulher mal amada e sem paz
Se vende por pouco e não enxerga o futuro
Sempre culpa o governo – culpar a quem mais
Esse pais é o moleque, menino de rua
É o índio fodido cuspindo malária
É o filho do juiz que põe fogo em Brasília
É o filho bastardo que vive do lixo
Esse país é o rádio, é a TV, é a novela
É o negro marcado, filho nato da favela
É a bala perdida do fora-da-lei
É o PM que espanca cumprindo com a lei
E te faz cuspir sangue porque ele É a lei!
É a prostituta barata da cidade, do porto
É o bandido armado do alto do morro
É o jovem drogado pedindo socorro
É a mente ignorante e mal tratada de um povo
É a retórica amarga e servil desse povo
É a burrice esfomeada e gentil desse povo
É a mentira divina e senil desse povo
Esse país é o berço da miséria de um povo
“És belo, forte impávido colosso”
E o teu futuro espelha essa vida de merda
Terra insensata!
Com outras mil, és tu Brasil a escória rala
Dos filhos desse povo és a bomba e o pavio
Pátria Armada Brasil!!!
(Pátria Armada – poema escrito em abril de 1998)
Meu caríssimo irmãozinho Erasmo Benício (Canadá com a cara e a coragem) disse sabiamente que deveríamos focar as coisas boas do Québec e não as mazelas do Brasil, em nosso sonho de imigrar… …depois do desabafo de uma década em que nada mudou, eu me rendo a sugestão de meu amigo: OPÇÕES!
Temos hoje muito, mas muito mais mesmo do que imaginamos nos momentos mais otimistas de nossas vidas! Vamos embora buscar opções de futuro – alguns vão chamar isso de ‘qualidade de vida’, outros de ‘mais tempo com a família’, ou de ‘ilusão’, ‘irresponsabilidade’… …nós chamamos de felicidade!
Bienvenue a notre blog!
“Existe mais gente que desiste do que gente que fracassa!!!”
(slogan publicitário-Diadora, 1996)
“E até lá, vamos viver…temos muito aida por fazer…não olhe para trás… apenas começamos!!!!”
bjs Mirela et Richard